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Menos de 50% da população do Acre é considerada classe média; veja renda

Menos da metade dos acreanos são considerados classe média/Foto: Reprodução


Um levantamento do Brasil Em Mapas, com base em dados da PNAD/IBGE, FGV Social, IPEA, índices de GINI e custo de vida, corrigidos para valores reais de 2025, o mapa da renda familiar aponta que a renda média familiar mensal necessária para que um lar acreano seja considerado de classe média é de R$ 5,5 mil.

O valor coloca o Acre entre os estados com menor ‘piso’ na Região Norte, ficando abaixo de estados vizinhos como Rondônia (R$ 6,7 mil), Amazonas (R$ 6,3 mil) e Amapá (R$ 6,3 mil).

Apenas 43% da população acreana está inserida na Classe Média Consolidada. Esse índice é o menor de toda a Região Norte, empatando ou ficando atrás de estados com exigências de renda muito maiores, como Rondônia, onde metade da população (50%) atinge o patamar de R$ 6,7 mil.

Levantamento do Brasil em Mapas/Foto: Brasil em Mapas

Na prática, o dado sinaliza que, embora o teto para alcançar o grupo seja menor no Acre do que a média da Região Norte e a média nacional (R$ 7,2 mil), a maior parte das famílias do estado ainda vive com rendimentos abaixo desse valor.

Segundo levantamento do Brasil Em Mapas, a chamada “Classe Média Brasileira Ampliada” — formada pela classe média alta (B2), classe média consolidada (C1) e parte da classe média popular (C2) — representa cerca de 54% da população brasileira e 74% do potencial nacional de consumo.

Na prática, é esse grupo que sustenta boa parte do mercado imobiliário, crédito, comércio, serviços e consumo urbano no Brasil atual.

Enquanto o Distrito Federal lidera isolado com a maior exigência de renda do país (R$ 14,4 mil para 54% da população), estados do Norte e Nordeste registram os menores valores necessários de subsistência para o bloco, mas também as menores concentrações de cidadãos inseridos nele.




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