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Estudo revela que posseiros estariam ocupando área do tamanho da Holanda no Acre

Um estudo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) revela que uma área de 4,6 milhões de hectares vem sendo ocupada aos poucos por posseiros no Acre.

O problema foi identificado através das “Leis e práticas da regularização fundiária no estado do Acre”, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). De acordo com o estudo, a área de terras públicas sem destinação oficial no Acre, é formada majoritariamente por floresta nativa e tem sido alvo da invasão de grileiros, esse território seria do tamanho da Holanda.

Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace

A publicação apontou que 28% do território acreano não possui definição fundiária ou informação oficial disponível. A maior parte (69%) desse território é de responsabilidade da União, e 31% são responsabilidade do estado.

Outro dado destacado pelo material diz que entre 2019 e 2022, o Acre teve 312 mil hectares desmatados, segundo Prodes/Inpe, um valor de 133% a mais do que nos quatro anos anteriores.

Outro ponto levantado foi a rodovia que liga Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru. O estudo afirma que o projeto de construção da da estrada representa uma grande ameaça aos “Isolados do Igarapé Tapada”, do lado brasileiro, e para os povos isolados que vivem na Reserva Isconahua e na Reserva Comunal Alto Tamaya Abujão, no lado peruano, territórios que seriam cortados pela rodovia.

Fonte: ContilNet
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